O jornalista e historiador Manoel Façanha trabalha há mais de duas décadas na preservação da memória do esporte acreano

Na era digital, cronista esportivo garante ter mais de um milhão de imagens no seu acervo

Dono de um dos maiores acervos do futebol acreano e, porque não dizer, do esporte em geral da Terra de Chico Mendes, o jornalista, escritor e historiador Manoel Façanha, 49 anos, resolveu criar no seu escritório particular um clima de redação para servir de inspiração diária à produção de textos para o site de sua propriedade, namarcadacal.com.br, e também para a página de Esportes do Jornal Opinião. O espaço é bastante dinâmico e lembra aos visitantes um aspecto de minimuseu, isso pelas centenas de imagens antigas expostas nas paredes do recinto.

DSC_9790.JPGO espaço físico, que tem pouco mais de 27 metros quadrados, dá ao visitante que entra no recinto e olha as imagens fixadas nas paredes a sensação de uma viagem na história futebolística local. O acervo do jornalista, porém, convém salientar, vai muito além dessas imagens visíveis expostas no seu “minimuseu”. Ele possui cinco HDs externos abarrotados de imagens – boa parte delas do período de 2003 a 2019, que são guardadas a sete chaves pelo jornalista. “São relíquias que trato com o maior amor e carinho, pois aqui está registrada boa parte da história do futebol acreano”, frisa orgulhoso o colecionador.

Num cálculo aleatório, Façanha acredita que o seu rico acervo conta com mais de um milhão de fotografias do esporte acreano. O jornalista garante que a grande maioria dos registros pertence ao futebol (treinos, jogos oficiais e também das categorias de base), mas também existem imagens que retratam muito bem o cotidiano do futsal, do voleibol, do handebol, da natação, do tênis, e do atletismo, entre outras modalidades.

Se não bastasse todo esse acervo de imagens, o jornalista conta ainda com mais de quatro mil exemplares de páginas de Esportes de jornais impressos do Acre (O Rio Branco e Opinião), sendo que a sua maioria está em arquivos digitalizados. Também no seu acervo podem ser encontradas obras de diversos autores trazendo temas esportivos, como o livro do ex-técnico Sebastião Araújo, goleiro que atuou do futebol local no final da década de 1950, “O Futebol e Seus Fundamentos”, obra lançada no longínquo ano de 1976. Obras dos escritores Francisco Dandão, Nelson Rodrigues (A Pátria de Chuteiras), Nelson Mota, Carlos Alberto Parreira, Carlos Zamith, Ferreira da Costa (700 Re-Pa), José Renato Santiago, Deusdeth Nunes e Augusto Diniz, entre outros autores também estão fixadas na estante do escritório do jornalista.

E o acervo de Manoel Façanha também guarda um vasto material do movimento sindical bancário, pois ele militou por quase três décadas como dirigente dessa categoria.

“Preservar memória está na minha alma”, diz o jornalista

A paixão de colecionador é uma mania trazida do berço pelo jornalista Manoel Façanha, tanto que ele ainda guarda consigo cadernos escolares da década de 1980, quando era estudante da Escola Natalino da Silveira Brito. “Essa arte de colecionar objetos, livros, imagens, cadernos, entre outras coisas, trago do berço. É algo que está enraizado na minha alma.Também sempre acreditei que essa paixão de colecionador um dia, de forma direta ou indireta, contribuiria para contar um pouco da nossa história”. Façanha diz que a concretização desse conceito ocorre a partir do momento em que suas imagens ou textos aparecem em meios de comunicação de massa ou até mesmo nos arquivos de entidades como o Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e o Museu do Futebol.

Acervo contribui para contar a nossa história

DSC_9754.JPGO estudante e hoje jornalista Marcio Souza (TV Gazeta) recorreu ao acervo do historiador Manoel Façanha para conseguir informações para a conclusão do seu TCC do curso de jornalismo pela Universidade Federal do Acre (Ufac). Segundo ele, o vasto material (fotografias e jornais) que dispõe o historiador e jornalista é algo importantíssimo para entender um pouco da história do futebol acreano. Marcio Souza explica que, através do acervo, pode conhecer personagens, clubes e um pouco mais da cultura futebolística acreana.

O paulista Ivan Mazzuia, analista de desempenho de clubes e também responsável até o mês de novembro pelas mídias sociais do Atlético Acreano, sempre quando esteve em apuros para buscar informações ou imagens históricas do clube celeste, recorreu ao acervo de Manoel Façanha. Segundo ele, o acervo construído através da lente do jornalista está entre os escassos materiais de resgate histórico do futebol acreano. “As imagens registradas pelo jornalista Manoel Façanha unem o desporto de todos os tempos, fazendo sentir na pele uma sensação de voltar ao dia do jogo e ao contexto da partida que foi eternizada através de sua lente”, comenta Ivan Mazzuia.

Site alcança mais de 5 mil acessos

No mês de agosto o site namarcadacal.com.br surgiu como mais uma ferramenta de divulgação do esporte local. A peça conta com textos dos jornalistas Manoel Façanha, Francisco Dandão e Augusto Diniz. O advogado Valadares Neto, especialista em justiça desportiva, também escreve para o site.

Também digno de registro são as imagens produzidas pelas lentes mágicas do fotógrafo Sérgio Vale.

É preciso valorizar os fotógrafos

Quando uma pessoa vai a um baile de formatura ou aniversário é bem natural o fotógrafo fazer o registro da presença dela, isso justificado pelo fato de ser uma das convidadas e o serviço já ter sido pago pelo anfitrião da festa. No outro dia, a pessoa fotografada não vai ligar para o fotógrafo e pedir a imagem, mas sim, para quem o convidou.

Nos eventos esportivos locais o ritual é bem outro, pois grande parte dos atletas não procura sua assessoria de imprensa, mas sim o fotógrafo que esteve no recinto para solicitar o registro, algo até natural desde que pague pelo serviço.

O jornalista e historiador Manoel Façanha, que trabalha no registro de competições, explica que realizar cobertura fotográfica dos eventos esportivos é um trabalho como qualquer outro. “O profissional tem gasto com equipamento, deslocamento e tempo de produção, assim precisando ser renumerado pelo serviço realizado para cobrir os custos da produção.

Façanha explica ainda que sempre contribui com a divulgação de imagens dos eventos, assim como dos atletas, ora disponibilizando algumas imagens nas suas redes sociais e ora concedendo imagens para alguns sites coirmãos, além de publicar texto e imagens do evento no Jornal Opinião.

Nova obra será lançada em 2020

No mês de junho de 2020, o jornalista, historiador e escritor Manoel Façanha prepara o lançamento de mais uma obra, a quinta do seu currículo e a segunda individual, pois as demais foram em parceria com os jornalistas Francisco Dandão e Augusto Diniz.

Façanha pretende lançar uma obra com 100 crônicas já publicas nos jornais O Rio Branco e Opinião. “Será uma obra para relembrar boas histórias do nosso cotidiano esportivo”, garante o autor.

O lançamento será dia 22 de junho, data que o autor completa 50 anos de idade “Estou em plena produção do livro e tenho mais de 50 crônicas já catalogadas e prontas para ser enviadas à editora”, diz animado o escritor.

 

“Já passou da hora de criarem o museu do esporte”, diz Façanha

 

Incansável e preocupado com a memória do esporte acreano, Façanha diz que é o momento das autoridades criarem o museu do esporte acreano. “É preciso criar uma política de preservar a cultura esportiva local. Investimentos precisam ser feitos nessa área”, diz o jornalista.

Façanha lembra que na época que a cidade de Rio Branco foi candidata a sub-sede da Copa do Mundo/2014, o Governo do Estado buscou seu acervo para contar uma pouco da história do esporte acreano. “Lembro que na época gestores da Fundação Elias Mansour me procuraram para ajudar no resgate da memória esportiva acreana de forma voluntaria”, afirma Façanha.

 

 

Jornal Opinião

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