Grupo de combate a prostituição e exploração infantil é criado no interior do AC

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Instituições e entidades da cidade de Marechal Thaumaturgo, interior do Acre, planejam montar um grupo de fiscalização e combate a prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes no município. 

Além disso, a equipe quer também coibir o consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas pelos menores. 

O grupo deve ser formado pelas polícias Civil, Federal, Militar, Exército Brasileiro, Conselho Tutelar, Educação, Secretaria de Assistência Social, Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA) e prefeitura do município. 

Semana passada houve o primeiro encontro dos representantes e debates sobre as possíveis ações desenvolvidas. A Polícia Federal do Acre (PF-AC) confirmou a parceria e disse aguardar a próxima reunião para discutir as ações. 

"O que fizemos, na verdade, foi uma reunião para poder unir forças e trabalhar dentro das nossas vulnerabilidades. Essas vulnerabilidades são: a distribuição de bebida para menores de 18 anos, prostituição infantil, que é muito forte no município, a evasão escolar, trabalho infantil. São diversas ações que visam diminuir nossas fragilidades", explicou o presidente do CMDCA, João Paulo Cunha. 

Ações

Cunha afirmou que as ações ainda devem ser montadas pelos representantes. Porém, a ideia é orientar e fiscalizar estabelecimentos, entre bares, hotéis, pensões, entre outros, para exigir o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

"Estamos fazendo um trabalho na parte de planejar. Fizemos a primeira reunião e cada entidade se comprometeu fazer um planejamento dentro da sua área para que no próximo encontro, que vai ser em breve, podemos apresentar o plano de cada. Com esse planejamento vamos criar um plano", ressaltou. 

O presidente diz que o Conselho ainda não recebeu nenhum caso de prostituição, exploração sexual envolvendo menores. Contudo, ele confirma que há notícias na cidade de que existem sim casos de prostituição sexual infantil. 

 

"A gente sabe, mas não tem nenhum caso ainda que chegou por esses tempos. Mas, sabemos que acontece, às vezes, passamos em frente de um barzinho e vemos um menor de idade porque é um município pequeno e conhecemos as pessoas. Criamos uma campanha para conscientizar a pessoa que vende a bebida, o estabelecimento e os cidadãos também", reforçou.

 

 

G1